De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto.” 17/12/1914 - Rui Barbosa

O BLOG

Este blog é destinado a pessoas que não se contentam e nem aceitam falar amén para tudo que aparece nas mídias, nos livros, revistas, sites e opiniões mundo a fora.
Queremos descomplicar, elucidar, emancipar e ensinar cidadania ao povo.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

RESPOSTA DO DR. HUMBERTO DE LUNA FREIRE FILHO

RESPOSTA  DO DR. HUMBERTO DE LUNA FREIRE FILHO
 
Prezado colega Aldo (Também sou médico - Neurocirurgião)
 
Antes de mais nada quero deixar claro que não sou eleitor do Sr. José
Serra, sou apolítico, não filiado a nenhum partido, tenho nojo de politíca,
e consequente­mente, de políticos, principalmente dos atuais.
Sou a favor sim, dos princípios morais, mas, para meu desapontamento,
isso transformou-se em fruta rara nos três Poderes da República no atual
go­verno. Quero também informar ao colega que leio qualquer publicação e não
só O Estado de S. Paulo e a Revista Veja, como também já viajei por meio
mundo, portanto, vou responder suas indagações com conhecimento, e o que é
mais im­portante, com a independência de um profissional liberal não
comprometido com governo nem com imprensa nem com igreja nem com sindicatos
ou com quem quer que seja.
Quanto à sua pergunta sobre o que piorou na minha vida durante o
governo Lula e as possíveis melhoras em um possível governo Serra, eu diria
que não houve nem haverá nenhuma mudança. Nem eu quero que haja, porque de
go­verno, qualquer que seja a tendência ideológica, eu só desejo uma coisa:
DIS­TÂNCIA.
Não dependo nem nunca dependi de nenhum deles. Uma outra afirmativa sua
é sobre a melhoria da vida dos mais pobres (por conta do bolsa família,
ima­gino). Minha opinião é que bolsa família não é inclusão social, é esmola
mais pre­cisa­mente compra disfarçada de votos. O pobre não quer esmola,
quer escolas, hos­pitais, ambulatórios que funcionem na realidade. Nos
palanques eleitorais já foi dito até que a medicina pública brasileira está
próxima da perfeição. Só que a cú­pula do governo, quando precisa de
assistência médica, dirige-se ao Sirio-Libanês ou ao Hospital Israelita, e
chega em São Paulo em jatos particulares. O colega, como médico, não deve
ignorar essa realidade.
Na área rural, falta mão de obra porque o dito trabalhador rural virou
para­sita do governo, e não mais trabalha. "Para que trabalhar? E fico em
casa e no final do mês o governo me paga". Essa foi a frase que tive que
engolir, não faz muito tempo, antes de abortar um projeto em minha
propriedade rural, que empregaria pelo menos 50 pessoas. Quando optamos pela
mecanização, vem um bando de sindicalistas hipócritas junto com a quadrilha
do MST, diga-se de passagem foras da lei e baderneiros, financiados com
dinheiro público, dizer que a máquina está tirando o emprego no campo.
Outro item a que você se refere é sobre a minha observação,
completamente equivocada (equivocada na sua opinião), publicada hoje no
jornal O Estado de S. Paulo. Pois é, aquela é a MINHA observação, e eu
espero que o colega a respeite como eu respeitaria a sua, se lá estivesse
publicada. E mais, se você quiser fazer um giro maior, saindo portanto, da
esfera do Estadão e da Veja para fugir do con­servadorismo dos mesmos,
(conservadorismo também opinião sua - e respeito), verá que existem muitas
outras publicações minhas dentro do mesmo raciocínio, coerência,
independência e coragem que tenho para falar o que quero, e assumir
totalmente a responsabilidade pelo dito. Colega, por favor, pesquise os
seguintes jornais: Diário de Pernambuco (Recife-PE), Diário da Manhã
(Goiânia-GO), Gazeta do Povo (Curitiba-PR), O Dia (Rio de Janeiro-RJ),
Jornal O Povo (Fortaleza-CE) e outros, além de dezenas de sites e blogs.
Agora faço a minha primeira pergunta: São todos conservadores e
reacioná­rios? Não! São independentes. Não são parte da imprensa submissa e
remunerada com dinheiro público, não fazem publicidade da  Petrobras, do
Banco do Brasil, da Caixa Economica Federal, do PAC, e o mais importante,
não recebem ordens de Franklin Martins, (o Joseph GoebbelsTupiniquin),
manipulador de informações, prestidigi­tador que usa o vulnerável substrato
cultural brasileiro, para transformar câncer em voto.
 
E para encerrar,  permita-me fazer mais essas perguntas: O The
Economist, o El País, O  Le Monde, etc. informaram a opinião pública
européia sobre as dezenas de escândalos financeiros e morais ocorridos no
País nos últimos sete anos, e que permanecem impunes por pressão do grande
lider e asseclas? Infor­maram que o Congresso Nacional está tomado por uma
quadrilha manipulada pelo Executivo (80% envolvidos em algum tipo de delito)
e que conseguiram extinguir a oposição? Informaram que a maior empresa
brasileira é estatal e ao mesmo tempo usufruto do governo, e que o mesmo
tenta desesperadamente blindá-la contra qualquer fiscalização? Informaram
que 40% dos ministros e ex-ministros desse governo respondem a processos por
malversação de dinheiro público?
Eu acho que os chefes de estados da Europa  não sabem dessas
particularida­des. Por muito menos estão rolando cabeças no Parlamento
Britânico, e com uma grande diferença: o dinheiro lá desviado é devolvido
aos cofres públi­cos; enquanto aqui parte é rateada; parte é para pagar bons
advogados, e outra parte é incor­porada ao patrimônio do ladrão.
Casos exaustivamente comentados na imprensa vem ocorrendo há anos com
pelo menos cinco indivíduos que hoje fazem parte ativa da base de
sustentação do grande líder. Isso para não falar de coisas mais graves como
os assassinatos dos prefeitos de Campinas e de Santo André, envolvendo
verbas de campanha. Crimes esses nunca esclarecidos e cujos cadáveres
permanecem até hoje no armário do PT. Portanto, ver Luiz Inácio Lula da
Silva como um líder é querer forçar um pouco. Para mim, ele não passa de
papagaio de pirata de Hugo Chavéz. Veja a sua última pérola: " O Brasil acha
petróleo a 6 mil metros de pro­fundidade, por que não acha um avião a 2 mil?
".  Isso não é pronunciamento de lí­der em um evento público envolvendo
dezenas de chefes de estado. Isso cairia bem em reunião de sindicato ou em
mesa de botequim. Caracteriza oportunismo vulgar.
Moro no Brasil, sei ler e não sinto azia quando leio. Não sou
preconceituoso nem radical, modéstia a parte, sou esclarecido, e se combater
corrupção é radica­lismo, aí sim, sou  RADICAL, e estou pronto para qualquer
coisa como todo  nor­destino... de caráter.
 
Atenciosamente.
Humberto de Luna Freire  Filho
São Paulo

Nenhum comentário: