De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto.” 17/12/1914 - Rui Barbosa

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segunda-feira, 3 de maio de 2010

Doleiro denuncia negócios suspeitos em contratos de US$ 7 bi entre a Petrobras e PT

 Por Jorge Serrão*

Um depoimento polêmico no Senado, que daria detalhes sobre  a  existência de um esquema de arrecadação ilegal para  campanhas eleitorais do Partido dos rabalhadores, acabou  lançando a suspeita de mais um escândalo sobre a Petrobrás  que tem tudo para ser debitado na conta da presidenciável Dilma Rousseff, ex-presidenta do conselho de  administração da estatal de economia mista. 
O doleiro Lúcio  Bolonha  Funaro denunciou ontem, na CPI das ONGs, negócios suspeitos
em contratos de US$ 7 bilhões entre a Petrobras e o grupo Schahin, proprietário de banco, construtora e de empresas em vários ramos de atividades.
Funaro foi orientado por seus advogados a não falar sobre denúncia, feita por ele junto ao Ministério Público Federal, da existência de um esquema de arrecadação ilegal para
campanhas eleitorais do PT.
Apesar disto, o doleiro relacionou o ex-presidente da Cooperativa Habitacional dos
Bancários de São Paulo (Bancoop) e tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, ao esquema de negócios com o grupo Schahin.
Funaro comentou que, no mercado financeiro, é notório e umbilical o relacionamento entre Vaccari e o grupo Schahin.
O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito das ONGs, senador Heráclito Fortes (DEM-PI), considerou tão graves as denúncias de Funaro que resolveu enviar à Procuradoria Geral da República e à Polícia Federal os documentos apresentados pelo depoente Lúcio Bolonha Funaro, que colabora com a Justiça Federal pelo sistema de delação premiada.
O doleiro sugeriu à comissão a quebra do sigilo bancário dos fundos de pensão que investiram na Bancoop por meio de um Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FDIC).
Funaro previu que, com esses dados, os senadores poderiam obter esclarecimentos sobre muitas operações.
Lúcio Funaro garantiu à CPI que aceita, a qualquer momento que se faça uma acareação entre ele e João Vaccari Neto, para esclarecer contradições entre os depoimentos de ambos.
Um deles é que Vaccari teria dito que havia se encontrado apenas uma vez com Funaro, a pedido do deputado Valdemar Costa Neto (PR-SP). Funaro revelou que esteve com o
tesoureiro do PT "algumas vezes".
Funaro ironizou que não tratou da Bancoop e do PT nos encontros, porque não tem relações com a construção civil, nem com partidos políticos. Com déficit estimado em mais de R$ 100 milhões, a Bancoop é investigada pelo Ministério Público de São Paulo, desde 2007, por várias acusações, como o desvio de recursos de adquirentes da casa própria para empreiteiras que dariam dinheiro para campanhas eleitorais do PT.
*Contrato na mira
* Funaro falou sobre um contrato, com dez anos de vigência e assinado em 2008, entre a Petrobras e a offshore Airosaru Drilling LLC, com sede em Delaware (paraíso fiscal
norte-americano entre Washington e Nova York).
O acordo prevê o arrendamento à estatal brasileira de plataforma de petróleo no valor de US$ 1,5 bilhão.
Funaro revelou que a offshore Airosaru repassa à Schahin Engenharia, interveniente no contrato, o valor anual de apenas US$ 10 (dez dólares) pela operação da plataforma.
*Insignificância a ser investigada*
Funaro ironizou que o estranho na história é um fato comum à Airosaru e a Schahin.
As duas empresas teriam o mesmo representante no contrato e seriam controladas pelos mesmos acionistas.
Funaro observou que a empresa que ficou com a maior parte do dinheiro tem sede em paraíso fiscal - portanto, isenta de impostos - e subcontrata o arrendamento da unidade à Schahin Engenharia por quantia insignificante.
*Ligações londrinas *
Funaro revelou aos senadores que é contratado pela Gallway, de Londres. A empresa detém o controle da Centrais Elétricas de Belém (Cebel), que, por sua vez, empreitou com a Schahin Engenharia a construção de uma pequena hidrelétrica em Vilhena (RO), que desmoronou.
Intrigado com o fato, o senador Inácio Arruda (PCdoB-CE) pretende pedir a quebra de sigilo das empresas envolvidas nessa história, para avaliar o relacionamento entre elas.
*Quem são os poderosos?
*O senador José Agripino (DEM-RN) considerou difícil de se acreditar que investimentos de três grandes fundos de pensão - Previ, Funcef e Petros - tenham sido canalizados para a Bancoop sem a cobertura de "gente poderosa".
O senador ressaltou os fundos de pensão são patrimônios dos funcionários das empresas estatais, que precisam ser protegidos.
Os fundos são dominados pelos membros da República Sindicalista do PT...

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